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| Imagem: Sharon Ber |
A questão dos direitos de autoria e cópia de conteúdos não é algo que começou a gerar confusão apenas nos dias atuais: desde 1535 têm-se registros, por exemplo, de casos de contrabando de livros na França, causados pela proibição da livre circulação de livros, imposta por uma lei da Igreja Católica – a qual controlava todo o fluxo de informações veiculada, delimitando o que as pessoas comuns poderiam ou não saber e condenando à morte aqueles que fossem vistos utilizando uma prensa. Toda essa problemática começa a se tornar mais complexa a partir da criação da famosa prensa de Gutemberg, no século XIV que, inspirado na invenção já consagrada pelos chineses, desenvolveu um sistema no qual por meio de tipos de metal individuais podia-se imprimir cada um no papel, aprimorando e acelerando o processo de cópias e reproduções de livros. Para garantir tal restrição, monopólios que controlam a publicação e a circulação de conteúdos são criados pelo homem desde o século XVI, inicialmente pela instituição religiosa – a igreja Católica com seus monges escrivãos, posteriormente através de poderes reais – Maria I na Inglaterra, criadora do Copyright juntamente à Companhia de Livreiros de Londres e atualmente, por meio de poderes estatais e mercadológicos. Esse processo então passou a ser cada vez mais forçosamente atribuído a algum determinado elemento central – atualmente esse lugar é detido pelos editores e distribuidores de livros, fazendo com que o lugar do autor ou daquele que detém a ideia, se reduza à aceitação daqueles, tornando cada vez mais difícil divulgar e compartilhar conteúdos livremente, até mesmo no âmbito da indústria fonográfica, onde as nuances de Copyright se tornam ainda mais confusas.
Confira mais sobre esse assunto em: Uma história do copyright, por Rick Falkvinge.
por Milena C. França
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resumo Falkvinge

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